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Analistas, porém, dizem que a recuperação da economia deverá ser moderada

As autoridades do Japão disseram nesta segunda-feira (16) que o Produto Interno Bruto cresceu (PIB) 21,4% anualizado no período entre julho e setembro.

Esse está sendo considerado o maior salto em 40 anos desde que dados comparáveis passaram a ser disponibilizados em 1980, segundo a NHK.

Ainda assim, muitos analistas esperam que qualquer nova recuperação da economia seja moderada, já que a fraqueza persistente no consumo e um ressurgimento de infecções no país e no exterior obscurecem as perspectivas, publicou a Reuters.

A expansão do produto interno bruto (PIB) em comparação com uma previsão média do mercado de um ganho de 18,9%, mostraram dados do governo, marcou o primeiro aumento em quatro trimestres e seguiu uma queda de 28,8% em abril-junho.

Em uma base trimestre a trimestre, a economia cresceu 5%, mais rápido do que as previsões de 4,4% e saindo da recessão.

O consumo privado, que representa mais da metade da economia, aumentou 4,7% em julho-setembro em relação ao trimestre anterior, recuperando-se de uma queda em abril-junho devido às medidas de bloqueio destinadas a prevenir a propagação do vírus.

A demanda externa – ou exportações menos importações – acrescentou 2,9 pontos percentuais ao crescimento do PIB, graças a uma retomada da demanda externa que impulsionou as exportações em 7%.

Mas as despesas de capital caíram 3,4%, encolhendo pelo segundo trimestre consecutivo, sugerindo que a incerteza sobre as consequências da pandemia estava pesando sobre o sentimento empresarial.

O Japão anunciou até agora dois pacotes de estímulo no valor combinado de US $ 2,2 trilhões para aliviar as consequências da crise de saúde, incluindo pagamentos em dinheiro para famílias e empréstimos para pequenas empresas.

O primeiro-ministro Yoshihide Suga instruiu seu gabinete a apresentar outro pacote enquanto os danos da pandemia persistem.

Apesar de alguns sinais de melhora nos últimos meses, os analistas esperam que a terceira maior economia do mundo encolha 5,6% no atual ano fiscal a ser encerrado em março de 2021.

Analistas dizem que pode levar anos para retornar aos níveis pré-COVID-19.
Fonte: Alternativa

Lei de imigração sofrerá reforma para aceitar trabalhadores que atinjam determinados critériosestrangeiros com conhecimento tecnico
O governo do primeiro-ministro Shinzo Abe está avaliando uma nova reforma de lei que deve facilitar a entrada de estrangeiros capacitados no Japão.

A ideia é ampliar os vistos relacionados a especializações para 18 áreas de trabalho, como médicos, professores e profissionais de tecnologia de informação (TI). Os critérios básicos serão refeitos e afrouxados para que estrangeiros de diferentes áreas possam obter visto de trabalho no país.

O assunto entrou na pauta econômica do governo e Abe indicou que irá analisar a proposta em breve. O novo plano deve envolver o secretário-chefe do gabinete do governo, Yoshihide Suga, a ministra da justiça, Yoko Kamikawa, os ministérios da Economia, Agricultura e outros setores relacionados.

Um time de análise será montado e a proposta deverá entrar nas estratégias políticas de crescimento no mês de junho deste ano.

Além da comunidade de descendentes de japoneses, o país tem aberto as portas para estrangeiros pelo programa de estágios e por intercâmbio, mas ambas as atividades negam ter finalidades laborais.

Uma reportagem do jornal Nikkei informou que, desta vez, o Japão pretende aceitar mais estrangeiros com potencial, considerando o nível escolar e a experiência para exercer atividades prejudicadas atualmente pela extensa falta de mão de obra.

As áreas de trabalho ainda serão analisadas de acordo com a necessidade econômica do país, mas atividades como cuidar de idosos (kaigo) e agricultura devem entrar na lista de atuação dos estrangeiros capacitados.

Dados do governo japonês mostram que, em 2017, o número de trabalhadores estrangeiros alcançou a marca de 1,28 milhão. O número cresceu 2% desde 2012 e o cálculo atual é de um estrangeiro para cada 50 trabalhadores japoneses.

No entanto, as atividades de trabalho temporário de estudantes de intercâmbio aumentaram 2,7 vezes e o número de participantes do programa de estágios cresceu 92%. Esses estrangeiros não entram no país com objetivos de trabalho, mas acabam suprindo parte da falta de mão de obra.

Em países como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, a população produtiva cresceu nos últimos 10 anos, mas no Japão, este número está em queda constante. O governo tem visto a contratação de estrangeiros como a melhor opção para preservar as atividades econômicas do arquipélago.

No entanto, aceitar esses estrangeiros como imigrantes não está nos planos. O governo não pretende elaborar um plano de imigração e nega a possibilidade de crescimento de mão de obra simples.

Os trabalhadores capacitados terão limite de tempo para viver no país e não poderão levar a família ou obter visto permanente, de acordo com a reportagem.
Fonte: Alternativa

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