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visa yonsei
O Jornal de maior tiragem do mundo, o Yomiuri Shinbun, com sede em Tóquio, noticiou no dia 31 de julho último, que o Ministério da Justiça do Japão definiu as regras básicas para concessão de vistos de permanência e trabalho aos nikkeis da quarta geração, os “yonseis”.

As regras são surpreendentemente muito mais rígidas que as anunciadas pelo deputado federal Mikio Shimoji do Partido de Renovação do Japão (Nihon Ishin no Kai) em São Paulo no dia 21 de julho último, na sede do Bunkyo (Associação Cultural Brasil Japão).

Ao contrário do que disse o deputado Mikio em São Paulo, o descendente de japonês da quarta-geração não poderá levar o seu cônjuge não-nikkei, nem os seus filhos ao Japão. Haverá uma restrição da faixa etária, pois os vistos só serão concedidos a yonseis de 18 a 30 anos de idade.

Além disso, o nikkei da quarta-geração terá que ser aprovado em um teste de proficiência da língua japonesa, equivalente ao N4 (yon-kyu) da Avaliação da Proficiência da Língua Japonesa (Nihongo Kentei). O Nível 4 do Nihongo Kentei equivale a capacidade de manter uma conversação básica e simples da língua japonesa para o dia-a-dia.

Para requerer a renovação do visto, ele terá que ser aprovado em um teste de N3 (san-kyu) da Proficiência da Língua Japonesa, que já requer uma capacidade de expressão mais complexa para a conversação utilizada no cotidiano.

O visto terá o status de “atividades especiais” (Tokutei Katsudou) e permitirá ao portador do visto, trabalhar no Japão sem restrições de número de horas por semana ou tipo de serviço.

A princípio, o Ministério da Justiça definiu o número de concessão de vistos a 1.000 (um mil) por ano. O governo vai abrir as regras gerais que definiu para “comentários públicos” (public comment) e só então definirá a forma final do texto do novo sistema.

Atualmente, o yonsei só tem visto garantido para permanência no Japão enquanto for dependente dos seus pais que estiverem com visto de permanência no Japão.

A Comunidade Nikkei, que havia alimentado as melhores expectativas após a palestra proferida pelo Deputado Federal Mikio Shimoji, que viajou ao Brasil especificamente para este fim, e pedir uma estreita colaboração da comunidade japonesa no Brasil para ajudar a resolver o grave problema de escassez de mão de obra no Japão, não consegue esconder o desapontamento com a notícia da definição do novo sistema de concessão de vistos para os nikkeis de quarta-geração, por demais diferentes do que foi prometido pelo Deputado Shimoji.

Muitos yonseis que esperavam poder vir ao Japão trabalhar, ainda este ano, frente as grandes dificuldades político-econômicas pelos quais o Brasil está passando, vai ter que esperar para ver o resultado da fase de comentários públicos ao novo sistema.
Fonte: IPC Digital

Visto para quarta geração de descendentes, a solução está próxima?
Visto-Yonsei

O visto para yonsei será o tema mais importante que definirá as relações entre o Brasil e o Japão nos próximos 50 anos. Em junho de 1990, o Departamento da Justiça do Japão modificou a Lei de Controle de Imigração, facilitando assim as condições de residência dos nissei e sansei.

Contudo, ainda há um problema a ser resolvido: o visto para yonsei. Mesmo os yonseis que estudaram em escolas japonesas e tiveram uma vida igual a de um japonês enfrentam o problema da possibilidade de perder o visto de residência quando atingem a maioridade.

Autoridades do Ministério das Relações Exteriores do Japão haviam explicado previamente que “caso as gerações de yonsei ou posteriores realizem os procedimentos adequadamente, eles poderão continuar vivendo no Japão”. Porém, segundo as empreiteiras e os próprios yonsei, a situação não é bem assim.

Por exemplo, há casos em que é necessário a aprovação dos pais para a atualização do visto de permanência no Japão. Entretanto, caso haja o afastamento dos pais devido a certas circunstâncias como brigas familiares, prisão ou falecimento do (a) pai (mãe) ou de ambos, há a possibilidade do visto não ser atualizado por causa da ausência da aprovação dos pais. Será que não seria necessária alguma medida para ajudar o problema familiar nessas situações?

Além disso, as gerações nascidas e criadas no Japão acabaram crescendo no país com a mentalidade de um japonês, mesmo com a diferença de nacionalidade. Há casos em que é muito difícil para o “maior de idade” voltar para sua “pátria amada”. Mas será que não era melhor ter alguma forma de ajuda aos yonseis que voltaram para seu país de origem e não estão mais dentro do período de readmissão?

Em relação a esses problemas, a Working Holiday pode ajudar um pouco a situação dos yonseis. O divisor de águas do problema do visto para yonsei foi o “Relatório de Reunião Social de Peritos sobre a Cooperação com a Sociedade Nikkei na América Central e do Sul”, apresentada em 9/mar. O relatório apresenta diretrizes nunca antes discutidas.

Nos próximos 50 anos, os pilares do intercâmbio cultural entre o Japão e o Brasil serão, sem dúvidas, os sansei e yonsei. Se estas gerações criadas no Japão servirem de “ponte”, podemos esperar um intercâmbio cultural nunca antes visto. No próximo ano, em que se comemorará 110 anos de imigração, poderá ser o último projeto de comemoração para as gerações convencionais.

A partir do 120º ano de comemoração, o foco principal poderá se voltar aos “novos nikkei” criados no Japão. Os próximos 10 anos serão importantes como “período de troca”.

Todavia, apenas vagas de empregos em fábricas podem gerar uma repulsa pelo Japão. É necessária a elaboração de novas medidas que impeçam os yonsei acabarem “odiando” o Japão.

Na “Proposta voltada à Construção da Sociedade Ativa dos 100 milhões”, publicada em 10/mar por grupos do Partido Liberal Democrata do Japão, estão escritas propostas bem concretas como as seguintes:

“(1) – Antes do estágio de aceitação dos yonsei no Japão, será estipulada a manutenção de um ambiente de educação da língua e cultura japonesa no país atual.

(2) – Será estabelecido um sistema tal como o ‘novo Working Holiday’ para os yonsei aprenderam a língua e a cultura japonesa. Por exemplo, o aprendizado da língua japonesa por 2 anos sem a restrição de horários de trabalho será uma obrigação, e os governos locais ou a própria região deverão fornecer um ambiente favorável.

(3) – Em relação ao status de residência futura dos yonsei, sob o ‘novo Working Holiday’, serão abertas discussões enquanto ocorrerá a confirmação do estado de implementação.”

Analisando estas observações, o que está sendo discutido é uma estada temporária de 2 anos e não a liberação de vistos especiais, que poderão se tornar vistos permanentes futuramente.

Na noite de sexta-feira à noite (Brasil), ocorreu a sessão de briefing “A comunidade nikkei e o novo papel da quarta geração” de Mikio Shimoji, membro da Casa dos Representantes.Os assuntos acima foram discutidos, e foi anunciado medidas sólidas para liberação do visto ainda em 2017. Iremos publicar uma nova matéria em breve com os detalhes e o resultado final.

A live foi transmitida no Facebook, veja abaixo:

Fonte: Portal Mie com Nikkey Shimbun

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